EMPRESÁRIO E CONTADOR SÃO PRESOS POR FRAUDES TRIBUTÁRIAS DE R$ 4 MILHÕES
Esquema usava como 'laranja' uma pessoa em extrema situação de vulnerabilidade social. Fraudes continuaram mesmo após a morte do 'laranja'.
Um empresário e um contador foram presos no dia 9/10 durante operação contra fraudes tributárias, em Goiânia. A dupla, conforme a Polícia Civil (PC), é suspeita de comandar uma quadrilha responsável por provocar um prejuízo de cerca de R$ 4 milhões aos cofres públicos.
Além das prisões, policiais da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT) cumpriram três mandados de busca e apreensão em endereços residenciais ligados aos suspeitos, em Goiânia. A Justiça também determinou o bloqueio imediato de contas bancárias, ativos financeiros e frotas de veículos com o mesmo valor do prejuízo provocado pelas fraudes.
De acordo com a PC, a quadrilha utilizava empresas de fachada para a emissão de notas fiscais fraudulentas e omissão do recolhimento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O grupo operava com base em uma pessoa em extrema vulnerabilidade social, usada como "laranja" no quadro societário da empresa de fachada, a fim de proteger os bens do empresário e real beneficiário da empresa principal. Ainda segundo a PC, mesmo após a morte do "laranja", os criminosos continuaram a praticar atos empresariais fraudulentos.
Histórico antigo
A operação mirou o empresário e o contador, apontados como os dois principais articuladores do esquema. O empresário, inclusive, já possui histórico recorrente de estelionato, porte de armas e fraudes no ramo de laticínios. O contador habilitado, por outro lado, usava as atribuições técnicas e profissionais para viabilizar as fraudes e manter os registros falsos operando ativamente, inclusive após a morte do "laranja".
Principais detalhes do caso:
• Esquema criminoso: Utilização de empresas de fachada para emitir notas fiscais falsas e sonegar ICMS em Goiânia.
• Modo de operação: Uso de um "laranja" em extrema vulnerabilidade para proteger o beneficiário real, mantendo os registros ativos inclusive após a morte da pessoa.
• Envolvidos: Um empresário apontado como beneficiário principal e um contador responsável por viabilizar a parte técnica das fraudes.
• Medidas judiciais: Bloqueio de contas, ativos e veículos até o limite de R$ 4 milhões.
Fonte: Mais Goiás.
